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Bons ventos para as energias alternativas PDF Imprimir E-mail
Publicado por Joiris Manoela Dachery   
07-Mar-2013
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acaba de divulgar que, em janeiro, o consumo de energia elétrica na rede alcançou 38.311 GWh, representando um aumento de 5,4%. Em outra vertente, o Plano Decenal de Energia (PDE) 2021 prevê o acréscimo que 7,99 mil MW de capacidade instalada ao ano na próxima década no País, significando um incremento anual de 4,8% de energia no sistema. As principais fontes para o cumprimento desse plano de expansão são o gás natural, a eólica e a hidráulica.
 
Verifica-se, neste cenário, que as energias alternativas estão em destaque. "Passamos a contemplar as fontes alternativas. O Brasil tem o privilégio de abundância das fontes primárias. O País é o maior laboratório do mundo em matéria de energia", afirma o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, durante o Fórum de Debates de Energias Alternativas ao Sistema Elétrico Brasileiro, realizado nesta terça (26).
 
Segundo o secretário, a fonte hidráulica, mesmo sendo a predominante, respondendo por cerca de 45% da expansão do período, diminuirá sua participação de 81,6% da matriz de geração de eletricidade para 70,9%, abrindo espaço para as demais fontes.
 
De acordo com Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GESEL/UFRJ), o sistema elétrico brasileiro está perdendo a capacidade de suprir a demanda no período de seca, que vai de abril a outubro. Há 20 anos, no sistema hídrico, as águas dos reservatórios atendiam a demanda durante dois anos. De hoje a 2020 a previsão é que estes reservatórios consigam atender a demanda para apenas três meses e meio.
 
Além disso, a política ambiental está impedindo a construção de hidrelétricas de reservatórios. "Esta imposição está equivocada. Se não usarmos hidrelétrica, teremos que usar termoelétrica de alguma maneira, e essa tem um grau de poluição superior a uma hidrelétrica", explica Nivalde.
 
Como conseqüência, está em curso um processo de mudança no paradigma da geração do Sistema Elétrico Brasileiro, que ruma em direção a um padrão de renováveis e térmicas. O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, destaca a necessidade de recomposição da capacidade de regularização do Sistema Interligado Nacional (SIN), com a construção de usinas com reservatórios em relação à complementaridade térmica e a necessidade de agregação de fontes alternativas, preferencialmente como reserva.
 
Atualmente, o Brasil possui 2,5 GW de usinas eólicas instaladas, e conta com outros 78 parques em construção. Segundo o PDE, a energia eólica em termos percentuais aumentará de 0,5% para 5% do volume total no País, representando o maior crescimento dentre as fontes. A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, esclarece que o conceito econômico de alternativo e por tudo que se está discutindo do setor, "a ideia é de uma energia substituindo a outra". 
 
De acordo com a presidente, este termo talvez deva ser modificado de fontes alternativas para fontes complementares. "Quando tem chuva não tem vento e vice versa.", explica.
 
Considerada a segunda fonte mais importante do País, a eólica é nova no mundo, com um pouco mais de 20 anos em termos comerciais, com isso, a possibilidade de ganhos tecnológicos em sua trajetória ainda é muito grande. Em 2012 as usinas eólicas, que estão efetivamente em operação no Brasil produziram 560MW médios por mês de energia. Se a mesma fosse produzida pela geração térmica, a economia seria o equivalente a R$1 bilhão em gastos com compra de combustível.
 
O Brasil tem uma condição favorável para este tipo de energia. O fator de capacidade é na ordem de 45%, enquanto o mundo trabalha com 30%, e isso reduz muito o custo de produção. "Mas a eólica não é a salvação dahumanidade. A salvação é uma matriz diversificada", explica a presidente da Abeeólica. 
 
Revista Empreiteiro – 28/02/2013 
Atualizado em ( 07-Mar-2013 )
 
Energias renováveis no foco PDF Imprimir E-mail
Publicado por Joiris Manoela Dachery   
18-Fev-2013

O comitê gestor da cooperação entre a Secretaria de Energia e o Ministério do Meio Ambiente, Terra e Mar da Itália se reuniu no começo de fevereiro, para programar as atividades que serão desenvolvidas ao longo deste ano. Essas iniciativas serão focadas em quatro áreas prioritárias: produção de bioenergia e energia distribuída no contexto do “smart cities concept”; eficiência energética e energias renováveis nas construções sustentáveis e nos transportes; sustentabilidade ambiental, em especial na Bacia de Santos  e educação ambiental e formação no Estado de São Paulo.

A primeira dessas atividades será a realização de um seminário internacional, cuja data será definida em breve, para divulgar práticas sustentáveis para a eliminação e substituição da bifenila policlorada (ascarel) usada em transformadores. Na sequência, serão feitas pesquisas auxiliares em temas de transmissão de energia.

Para cada uma dessas atividades haverá um grupo de empresas e instituições parceiras, indicados pela SEE e também pelo ministério italiano. Como exemplo, para a atividade que diz respeito ao intercâmbio de boas práticas em transmissão energética sustentável, os parceiros são: Cesp (Companhia Energética de São Paulo), EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), USP/IEE/Divisão Científica de Tecnologia de Sistemas Elétricos, Escola Politécnica da USP/ Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétrica, ENERQ (Centro de Estudos em Regulação e Qualidade de Energia) e a
USP/IEE/Divisão Científica de Tecnologia de Sistemas Elétricos, ficando a coordenação com a Cesp.

A cooperação entre a SEE e o ministério italiano foi assinada durante a Rio +20 e teve sua importância ratificada pelo embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombete, em encontro realizado no dia 5 de fevereiro com o governador Geraldo Alckmin e o secretário José Aníbal, no Palácio dos Bandeirantes.

Fonte: Secretaria de Energia do Estado de São Paulo

 
Brasil está entre os países com maior potencial em energia eólica PDF Imprimir E-mail
Publicado por Joiris Manoela Dachery   
18-Fev-2013
Ao todo, o parque brasileiro conta com 2,5 mil MW em projetos e em 2012 teve o oitavo maior crescimento, com aumento de 1 GW.
 
O Brasil é o 15° maior país do mundo em potencial eólico instalado e o maior da América Latina. Ao todo, o parque brasileiro conta com 2,5 mil megawatts (MW) em projetos, e em 2012 teve o oitavo maior crescimento, com aumento de 1 gigawatt (GW).
Os dados são do relatório do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), que foi divulgado na segunda-feira (11). De acordo com o estudo, nos últimos 16 anos, a capacidade instalada de geração de energia eólica mundial passou de 6,1 GW para 282,4 GW.
Este potencial significa que, na prática, o mundo pode produzir o equivalente a 20 hidrelétricas de Itaipu em energia a partir do vento. 
Ainda conforme a pesquisa, somente no ano passado, a matriz eólica do planeta cresceu 19%.
 
As maiores potências do mundo 
Em primeiro lugar no setor está a China, que é dona de 1/4 da capacidade eólica mundial, com 75,5 mil MW instalados até o final de 2012. Os Estados Unidos aparecem na segunda colocação, com 60 mil MW, o que corresponde a 21,2% do total no mundo.
Com capacidade eólica instalada de 31,3 mil MW, a terceira posição é da Alemanha. O quarto lugar é ocupado pela Espanha, com 22,7 mil MW, seguida pela Índia, com 18,4 mil MW.
 
Maior complexo eólico do Brasil 
O maior complexo eólico do país fica na Bahia, nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã, contando com 14 parques e 184 aerogeradores. 
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), somente no ano passado foram instalados no Brasil 38 novos parques, totalizando 108 empreendimentos.
 
 
Fátima Pires – RankBrasil – Recordes Brasileiros – 15/02/2013 
 
Setor eólico espera mais chances de negócios e preços maiores em 2013 PDF Imprimir E-mail
Publicado por Joiris Manoela Dachery   
16-Jan-2013
Eólicas irão operar com 20 MW e 26 MW de capacidade instalada
 
O setor de energia eólica espera mais oportunidades de negócios em 2013, diante da expectativa de maior
contratação nos leilões de energia nova com preços mais altos que possam dar melhor taxa de retorno aos 
empreendedores.
No ano passado, foi realizado somente um leilão de energia nova, no qual foram contratados apenas 574,3 
megawatts (MW) de novas usinas de todas as fontes, em uma licitação marcada por demanda reduzida e preço 
baixo recorde da energia eólica.
Para 2013, após a retirada de autorizações de termelétricas da Bertin que tinham vendido energia em leilões 
passados e não entraram em operação, a expectativa é de que haja pelo menos uma contratação para suprir esse 
vácuo.
"Vai haver pelo menos dois leilões e o governo vai contratar no mínimo 2 gigawatts (GW)", acredita a presidente 
da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, sobre a necessidade de contratação 
relacionada aos projetos termelétricos que tiveram a autorização revogada.
Elbia não considera que o preço médio da energia eólica no leilão de 2012 --de 87,94 reais por megawatt-hora--
seja suficiente para remunerar o investimento, e avalia que o último certame não é parâmetro para licitações 
futuras.
Neste ano, além da maior necessidade de contratação de energia, a presidente da Abeeólica conta com um 
crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB), de 3 a 4 por cento.
"Esperamos que os preços voltem aos patamares reais, para refletir os custos de produção e a taxa de retorno", disse 
ela.
Para Elbia, o preço-teto de 112 reais por MWh, estabelecido para o leilão de 2012, já não remunerava o setor 
eólico. Considerando a inflação e o impacto da variação cambial sobre o valor dos equipamentos, o preço da 
energia eólica de cerca de 105 reais por MWh praticado no leilão de dezembro de 2011 seria hoje de 124 a 125 
reais por MWh.
Um dos preços mais baixos da energia eólica no último leilão, de 87,77 reais por MWh, foi praticado por sete 
usinas da Bioenergy, que serão localizadas no Maranhão.
O presidente da empresa, Sérgio Marques, garante que o preço remunera o investimento, mas também espera 
vender por preços maiores nos certames de 2013. "A rentabilidade é mais baixa, mas viabiliza o negócio", disse 
Marques, acrescentando que seus projetos têm uma taxa de retorno que varia de 9 a 11 por cento.
 
Ele explicou que a Bioenergy está montando, no mesmo local, outros empreendimentos com energia a um preço 
maior --de 100 a 170 reais por MWh--, o que ajuda a otimizar os custos.
A Bioenergy tem outros 14 empreendimentos considerados aptos em leilões passados que pretende colocar em 
licitações em 2013. "Claro que eu gostaria de vender mais caro... Espero que os próximos projetos tenham melhor 
rentabilidade", disse Marques.
O presidente da Dobrevê Energia (Desa), Carlos Augusto Leite Brandão, não considera possível que o preço da 
energia eólica recue abaixo da faixa entre 100 e 105 reais por MWh nos próximos leilões. Segundo ele, a empresa 
chegou a participar do leilão no fim de 2012, mas resolveu sair quando as condições de preço não atendiam mais 
suas expectativas.
Em 2013, Brandão vê oportunidade para vender a energia dos parques eólicos no mercado livre, diante do cenário 
de energia cara no curto prazo. "Temos uma comercializadora de energia e carteira de clientes no mercado livre", 
disse o executivo.
A Desa tem cerca de 1.300 MW de projetos eólicos em portfólio para desenvolvimento.
Brandão disse considerar a participação da Desa nos leilões em 2013, mas espera que as condições fiquem mais 
claras no que se refere às condições de conexão das usinas ao sistema elétrico nacional, para evitar riscos.
Parques eólicos da Desa no Rio Grande do Norte estão entre aqueles que aguardam a conclusão atrasada da linha 
de transmissão que está sendo construída pela Chesf, do Grupo Eletrobras, para entrar em operação enviando 
energia ao sistema elétrico.
Além da Desa, a Renova Energia e a CPFL Renováveis estão com parques prontos desde meados do ano passado 
recebendo a receita a qual têm direito, mas sem gerar energia ao sistema pela ausência da linha de transmissão.
"Esse atraso da transmissão traz sérios problemas, porque o custo parado é maior que o custo da usina operando", 
disse o presidente da Desa.
A linha de transmissão sendo construída pela Chesf tem previsão de ficar pronta em setembro próximo.
 
Agência CanalEnergia – 14/01/2013 
 
GWEC: Brasil deve ser líder eólico nos próximos cinco anos PDF Imprimir E-mail
Publicado por Joiris Manoela Dachery   
28-Nov-2012

País já seria o maior em instalações eólicas na América Latina

 Um relatório sobre o desempenho mundial do setor eólico, idealizado pelo Global Wind Energy Council (GWEC), associação internacional da indústria eólica, em parceria com o Greenpeace, apontou o Brasil como um dos mercados mais promissores para segmento nos próximos cinco anos. Segundo o “Global Wind Energy Outlook 2012”, a experiência do país no setor tem amadurecido e se adaptado ao atendimento das condições locais para o desenvolvimento da fonte.

De acordo com o documento, mesmo o Brasil tendo uma tradição histórica na geração de energia por usinas hidrelétricas, o país já é líder em instalações para a fonte eólica na América Latina. “Como eólicas e hídricas trabalham bem juntas dentro de um sistema de energia, esta combinação forma uma base ideal para desenvolvimento em larga escala da eólica”, analisa relatório.

Ainda segundo o Global Wind, o potencial brasileiro é reforçado pela crescente demanda por energia, aliada à base industrial sólida. “Esses fatores colocam o Brasil em excelente posição para ser líder regional em geração eólica”, destaca o texto ao citar que o país atingiu a marca de 2 GW instalados em agosto de 2012, além da perspectiva de desenvolver outros 7GW até 2016.

No entanto o levantamento do GWEC menciona a necessidade do um novo cenário regulatório que ampare o desenvolvimento sustentável para ampliar as perspectivas de avanço no médio e longo prazo para que as projeções de 16 GW de potência instalada se concretizem até 2021.

 América Latina

Ainda segundo o panorama eólico, a América America tem alguns dos melhores recursos eólicos do mundo, estando a fonte pronta para desempenhar um papel maior para atender a demanda crescente da região por eletricidade. “Com um amplo compromisso de proteção ambiental para toda a região, ela pode ser considerada uma das melhores áreas para a implantação da energia eólica”, analisa o relatório.

Fabíola Binas – Jornal da Energia – 26/11/2012 

 
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